Após um mês de férias "forçadas", preguiças, "no feelings" e mudanças, volto com uns posts atrasados e muchas ganas... Mudanças porque depois de muitos anos correndo por PT, entre Lisboa e Santarém, à procura de ... algo(!), chegou a hora de voltar a casa.
A sensação é um pouco diferente desta mas o espírito é o mesmo. Nessa altura uma boa amiga mostrou-me :
"O LUGAR DA CASA
Uma casa que fosse um areal deserto; que nem casa fosse; só um lugar onde o lume foi aceso, e à sua roda se sentou a alegria; e aqueceu as mãos; e partiu porque tinha um destino; coisa simples e pouca, mas destino: crescer como árvore, resistir ao vento, ao rigor da invernia, e certa manhã sentir os passos de abril ou, quem sabe?, a floração dos ramos, que pareciam secos, e de novo estremecem com o repentino canto da cotovia.